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Dois anos da Campanha “Condições de Trabalho e Saúde do Professor”
Iniciada em abril de 2009, a campanha “Condições de Trabalho e Saúde do Professor” teve como objetivo inicial sensibilizar a sociedade para a trágica realidade dos professores e professoras, desnaturalizar a violência emocional e física que predomina nos ambientes escolares contemporâneos e convocar os docentes à reflexão e à luta por melhores condições de trabalho e saúde.
Para tal, foi criado o portal da campanha e feita ampla divulgação para a sociedade com outdoors, busdoors e filmetes em salas de cinema
Durante todo esse período, o portal da campanha teve mais de 80 mil acessos, sendo os temas mais acessados a Síndrome de Burnout (24%), férias em janeiro (14%), assédio moral e voz (13% cada).
Foram feitos quase 20 mil downloads de materiais da campanha e os mais baixados foram as cartilhas “Burnout em professores” (24%), “Assédio moral em ambiente
de trabalho” (20%) e “Voz para educar” (17%). Essas cartilhas citadas também foram distribuídas impressas, num total de 100 mil exemplares (60 mil Burnouts, 30 mil Assédio e 10 mil Voz).
Também, em nosso portal, o professor pode ver notícias relacionadas ao cotidiano escolar, que lhe é bem familiar, como condições de trabalho - sala de aula - (25%); agressões de alunos a professores (28%); alunos a alunos (9%) e, chegando a um estresse máximo, professor a aluno (7%), entre outros temas. Também foram enviados, ao Sindicato, emails com dúvidas e sugestões; nesses, os assuntos mais recorrentes foram questões trabalhistas (30%), assédio moral (18%) e voz (13%).
Para dar suporte à avaliação e ao acompanhamento da saúde emocional da categoria, 50 profissionais - entre psicólogos, terapeutas e psicanalistas - foram selecionados
e qualificados através de um curso de preparação oferecido pelo Sinpro-Rio. Eles participaram das oficinas de saúde emocional, iniciadas em setembro de 2009, dentro
das escolas, nos locais de trabalho do(a) professor(a), já tendo passado por mais de 60 instituições, com a participação de mais de 1.500 docentes. Também foram firmados
convênios com profissionais especialistas - psicólogos, psicanalistas, psiquiatras – para atenderem os professores sindicalizados em seus consultórios, com preços sociais. A partir de então, cerca de 4 mil pessoas acessaram o site, procurando nossos profissionais conveniados.
A campanha levou a reflexão sobre seus objetivos aos Conselhos Municipal e Estadual de Educação, à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, à Feteerj, às IES privadas, à Federação e aos sinpros filiados: Petrópolis, Niterói e Macaé, além da mídia em geral, rádios, como Band News, Tupi e MEC AM e as TVs Futura, Brasil, Record, RedeTV e Globo.
Abaixo-assinados foram criados em apoio ao Projeto de Lei 1.128/03, do então deputado Carlos Abicalil, que objetiva a criação do Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor
(PNSVP); e a outro, pelas férias em janeiro. Foram recolhidas e enviadas a Brasília mais de 5.000 assinaturas.
A propósito, a luta pelo calendário escolar unificado tem sido um dos temas relevantes da campanha. Projetos de Lei que garantem a “simultaneidade e integralidade
do mês de janeiro, anualmente, para o gozo das férias dos docentes dos estabelecimentos de ensino públicos e privados” foram aprovados, por unanimidade, tanto na Câmara dos
Vereadores do Rio de Janeiro como na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Mesmo assim, foram vetados, respectivamente, pelo prefeito e pelo governador. Em 2011, a luta ultrapassou o município do Rio de Janeiro e chegou à Câmara Federal através Projeto de Lei 885/2011, que trata da matéria, apresentado pelo deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ).
Por todo o trabalho desenvolvido e pelo retorno não só da categoria, mas também da população e de parlamentares, é possível afirmar que a campanha vem cumprindo seus objetivos, sinal de um Sindicato de luta em defesa dos direitos dos(as) professores(as) e da classe trabalhadora.
Wanderley Quêdo
Presidente
Valquíria Juncken
Coordenadora da Comissão de Saúde
Fonte: Sinpro-Rio

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