|
'Para lá, não volto mais', diz professora agredida por aluna no RS
Docente de 25 anos teve traumatismo craniano.
Ela nega ter usado termo racista para falar com a estudante.
Após ter ser agredida por uma aluna dentro da escola e ter sofrido um traumatismo craniano, a professora Glaucia da Silva, 25 anos, afirma que não pretende retornar para a escola mais. A agressão ocorreu na segunda-feira (23). "Para lá, não volto mais", diz.
Ela conta que estava dando aula quando algumas meninas vieram correndo até a porta da sua sala, bateram com o pé e saíram gritando pelos corredores.
"Como estava atrapalhando a minha aula, fechei a porta. Comecei a ouvir desaforos. Depois, saíram correndo. Fui até a direção e comuniquei [o fato]. A direção chamou algumas meninas. Quando voltei para a sala, meus alunos disseram que tinha uma outra menina, da 8ª série, que também estava envolvida, que eu não tinha visto", afirma.
Glaucia conta que foi, então, até a sala dessa aluna e pediu que descesse até a direção. "Ela disse que não iria porque eu não mandava nela, eu não era professora dela e eu não era ninguém. Eu disse que ela iria descer, sim, porque não era a primeira vez que fazia isso."
Ela diz que, nesse momento, virou as costas e foi agarrada pelos cabelos, por trás, e derrubada no chão. "Quando ela me derrubou no chão, caí de lado e bati a cabeça. Ela continuou me agredindo. Eu tentei proteger o rosto, ela me arranhou todo o pescoço, me deu socos e chutes."
A professora afirma que não teria jogado chá em um primo da aluna, como a adolescente disse. Ela nega ter usado termos racistas para se referir à aluna. "Eu disse que aquela reação era bem coisa dela, posso ter dito que era coisa de uma vileira, mas não utilizei nenhum termo racista."
(* Com informações do Zero Hora)
Fonte:
|