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Ao longo da década de 90, com a proliferação das ideias neoliberais na educação, observamos uma mudança drástica no planejamento e organização das escolas, principalmente no setor privado. Nessa direção, o ano letivo foi ampliado de 180 para 200 dias, o que implicou uma sobrecarga de trabalho para os professores e a diminuição de seu tempo de recesso, e na maioria dos casos, uma incompatibilidade entre os calendários da rede pública e do setor privado, inclusive mesmo dentro do âmbito deste último, não houve uma sincronia quando um setor inicia quando o outro para, acarretando, com isto, recesso algum para a maioria dos professores.

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